Cidades sem Máscara: profissionais de saúde demandam medidas contra a poluição do ar nas cidades

 

 

Introdução

A poluição do ar está causando uma crise global de saúde pública. É responsável por uma em cada nove mortes num mundo em que 92% das pessoas vivem em locais que não atendem aos padrões de qualidade do ar da Organização Mundial da Saúde . Como a poluição está também na origem das mudanças climáticas, incluindo o aumento da temperatura global e suas implicações para a saúde, profissionais de saúde estão se unindo para cobrar soluções práticas que visem reduzir os níveis de poluição do ar nas cidades. Como parte da campanha Cidades sem Máscara (Unmask My City), grupos de saúde estão usando monitores de qualidade do ar, smartphones e máscaras de luz LED que mudam de cor de acordo com os níveis de poluição, para pôr fim à banalização da poluição e chamar atenção para os impactos evitáveis ​​e diretos da poluição do ar. Estes incluem ataques de asma, aumento dos riscos de doenças cardíacas, câncer de pulmão, doenças respiratórias e acidentes vasculares cerebrais, insolação relacionada a mudanças climáticas, propagação de doenças tropicais e muito mais. As causas e soluções para a poluição do ar são claras. Cabe às autoridades fazer melhores escolhas para reduzir as emissões de gases de efeito estufa e levar nossas cidades para a zona verde “saudável” da Organização Mundial da Saúde até 2030.

 

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A poluição atmosférica é responsável por 1 em 9 mortes em todo o mundo, e milhares de cidades ao redor do mundo estão constantemente ultrapassando os limites de poluição do ar.  Todos – particularmente os mais velhos, os mais jovens e os mais vulneráveis ​​- estão pagando o preço. Enfrentar a má qualidade do ar e impedir que precisemos de máscaras para respirar nas cidades trará grandes benefícios imediatos e de longo prazo para a saúde dos seus habitantes, para as nossas economias e para o clima. #CidadessemMáscara #UnmaskMyCity é uma resposta dos profissionais de saúde a esta crise global. Saiba mais e envolva-se.  https://www.unmaskmycity.org/pt

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Material da campanha para postar: peças gráficas

Sugestão de posts:

  • Você é um profissional de saúde preocupado com a poluição do ar? Saiba mais sobre a campanha  #CidadesSemMáscara, uma iniciativa de profissionais de saúde que decidiram se mobilizar para exigir ar  limpo e seguro em nossas cidades. https://goo.gl/McZOrA #UnmaskMyCity
  • Milhares de cidades ao redor do mundo ultrapassam sistematicamente  os limites de poluição do ar, e todas as pessoas – particularmente as mais idosas, as mais jovens e as mais vulneráveis – estão pagando o preço. Enfrentar a poluição do ar nas cidades até 2030 trará enormes benefícios imediatos e a longo prazo para a saúde de grande parte da população mundial , para as nossas economias e para o clima do planeta https://goo.gl/McZOrA #CidadesSemMáscara #UnmaskMyCity
  • Um planejamento urbano mais inteligente, uma melhor infraestrutura de transporte público, energias limpas e renováveis, veículos elétricos, a eliminação de subsídios aos combustíveis fósseis são apenas algumas maneiras pelas quais os tomadores de decisão podem ajudar a evitar inúmeras mortes preveníveis por causa da poluição do ar e melhorar drasticamente a qualidade do ar para todos https: //goo.gl/McZOrA #CidadesSemMascara #UnmaskMyCity #Mobilidade
  • Você trabalha no setor de saúde? Está preocupado/a com o impacto da má qualidade do ar em seus pacientes? Saiba mais sobre #CidadesSemMáscara, uma nova iniciativa de profissionais de saúde que demandam ar limpo e seguro em nossas cidades https://goo.gl/McZOrA #UnmaskMyCity
  • A poluição atmosférica é responsável por 1 em 9 mortes em todo o mundo. #CidadesSemMáscara é uma nova iniciativa de profissionais da saúde que demandam ações para enfrentar esta crise global da saúde https://goo.gl/McZOrA #UnmaskMyCity


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  • #CidadesSemMascara é uma campanha de profissionais da saúde por um ar limpo e seguro. https://goo.gl/McZOrAt #UnmaskMyCity
  • A #PoluiçãoDoAr está causando uma crise de saúde global e é responsável por 1 em 9 mortes no mundo https://goo.gl/McZOrA  #UnmaskMyCity
  • Você é um profissional de saúde preocupado com a #PoluiçãoDoAr? Conheça #CidadesSemMascara  https://goo.gl/McZOrA #UnmaskMyCity

Pontos-chave

A poluição atmosférica é responsável por 6,5 milhões de mortes prematuras por ano. Os médicos estão na linha de frente, e estão vendo o crescente impacto da poluição do ar sobre a mortalidade e morbidade dos pacientes. Eles agora estão se manifestando em nível mundial, como fizeram com o tabagismo, para exigir a ação dos tomadores de decisão sobre esta ameaça absolutamente evitável para a saúde pública.

A poluição do ar não é um problema apenas da China ou da Índia. O mundo está se tornando cada vez mais urbanizado, e os ambientes urbanos estão se tornando cada vez mais poluídos. Em 1800, apenas três por cento da população mundial viviam em áreas urbanas. Hoje, são mais da metade da população, e em 2050 serão dois terços. Milhares de cidades em todo o mundo já ultrapassam sistematicamente os limites da poluição atmosférica, e este problema irá piorar sem uma ação coordenada e sustentável.

A eliminação da poluição atmosférica é um imperativo para a saúde, o clima e a economia. Melhorar a qualidade do ar e evitar que o uso de máscaras antipoluição seja necessário em nossas cidades também significa salvar milhões de vidas, melhorar a saúde de bilhões, reduzir os custos de saúde, impulsionar novas oportunidades econômicas e enfrentar o desafio da mudança climática global. Soluções para reduzir a poluição do ar urbano são algumas das formas mais eficazes de combater as mudanças climáticas a curto prazo. Reverter a tendência global de aumento da poluição do ar até 2020, com a intenção de alcançar as diretrizes da Organização Mundial da Saúde para um ar saudável até 2030, é fundamental para evitar níveis incontroláveis ​​de mudança climática no futuro.

Cenário

Os médicos foram peças-chave nas campanhas contra o tabagismo do final do século XX, não só ajudando as pessoas a entender os riscos do tabagismo, como também construindo um caso convincente para impulsionar os tomadores de decisão e garantir um futuro mais saudável para as pessoas nos países em todo o mundo. Assim como as campanhas contra o tabagismo do final do século 20, os médicos dão sinal de alerta sobre os riscos para a saúde da má qualidade do ar em nossas cidades, e por meio  da campanha Cidades sem Máscara  chamam atenção para esta nova crise de saúde pública.

A poluição do ar tem impactos diretos na saúde, como aumento do risco de doenças cardíacas, ataques de asma, câncer de pulmão, doenças respiratórias e acidente vascular cerebral; e também consequências indiretas, como insolação e a propagação de doenças tropicais, devido à sua contribuição para o aquecimento global. A Comissão Lancet,  think-tank que estuda os impactos das mudanças climáticas na saúde pública, por exemplo, divulgou um relatório em 2015 em que não só reafirmou a gravidade da ameaça que a mudança climática representa para a saúde global, mas qualificou-a de “emergência médica”.

Para destacar o caráter global deste problema, grupos de voluntários da campanha Cidades sem Máscara estão realizando atividades de “monitoramento comunitário” e mapeando a exposição pessoal ao ar de má qualidade em várias cidades do mundo, com monitores de qualidade do ar AirBeam e o app do smartphone AirCasting, desenvolvido pela ONG HabitatMap, dos EUA. Embora a poluição do ar na China e na Índia seja notícia, o ar poluído continua a ser um problema invisível. Para ajudar a visualizar níveis nocivos da poluição do ar para a saúde, a Cidades sem Máscara lança mão de máscaras personalizadas de luz LED que, ligadas ao monitor AirBeam, mudam de cor segundo a qualidade do ar.

O AirBeam mede partículas MP 2.5 e fornece estimativas de microgramas (um milionésimo de grama) por metro cúbico de ar (μg / m3). A escala que utiliza baseia-se no índice de qualidade do ar revisto para MP 2,5, e as cores significam:

Verde: Ar de boa qualidade com pouco ou nenhum risco
Amarelo: Riscos moderados para grupos de pessoas extremamente sensíveis à poluição do ar
Laranja: Insalubre para grupos sensíveis
Vermelho:  Insalubre para todos, com grupos sensíveis sendo potencialmente afetados por riscos sérios à saúde

Usando o AirBeam e máscaras de luz na Turquia, EUA, Polônia, Sérvia, Índia, Brasil e Reino Unido, descobrimos que, apesar de haver uma série de dias claros onde a poluição particulada permaneceu gerando a cor verde na máscara, na maior parte dos casos as cores variam entre amarelo, laranja e vermelho, mostrando níveis arriscados e insalubres de poluição.

As razões para isso variam entre as cidades – algumas enfrentam problemas de poluição decorrentes do trânsito, outras da indústria pesada, outras dependem de energia do carvão para aquecer suas casas – mas o resultado para todos é o mesmo: exposição constante ao ar poluído. À medida que o mundo se torna cada vez mais urbano, com mais da metade das pessoas vivendo em cidades hoje e dois terços estimados em 2050, não é de admirar que um número crescente de pessoas em todo o mundo esteja regularmente exposto à poluição do ar urbano.

Este problema irá agravar-se sem uma ações que busquem resolvê-lo no curto prazo.  Felizmente, temos o conhecimento, a tecnologia e a compreensão global de que limpar o nosso planeta não é uma escolha, mas uma necessidade urgente, e as recompensas serão significativas.

Muitas políticas para lidar com a poluição do ar e as mudanças climáticas só apresentam vantagens, na medida em que vão aumentar a resiliência, diminuir a pobreza e combater a desigualdade. Por exemplo, ao investir em energia limpa no lugar de combustíveis fósseis e no transporte público, entre outras medidas, os governos não vão somente mitigar a ameaça climática, mas também melhorar imediatamente a qualidade do ar, reduzindo as doenças respiratórias e cardiovasculares. As soluções relacionadas a energias alternativas já estão mostrando melhorar as vidas dos pobres mais rapidamente e com menor custo.

Todos têm direito a um ar limpo e seguro, o que significa que os níveis de poluição do ar devem ser alinhados aos padrões de segurança da Organização Mundial de Saúde em nossas cidades. Para chegar até lá em 2030, precisamos de soluções práticas e mudanças tangíveis nas políticas municipais para conduzir uma tendência global  de redução da poluição do ar urbano. Isso salvará milhões de vidas, melhorará os resultados de saúde de bilhões de pessoas e fará uma enorme contribuição para as reduções de gases de efeito estufa necessárias para manter o mundo a salvo das crises e eventos extremos resultantes das mudanças climáticas.

Recursos

Press release (inglês): Doctors and health professionals push for action to unmask cities as air pollution toll grows (Unmask My City)

Press release 1 CAMPANHA GLOBAL CONTRA POLUIÇÃO DO AR MOBILIZA PROFISSIONAIS DE SAÚDE  EM BUSCA DE SOLUÇÕES NAS CIDADES

Press release 2 :CAMPANHA GLOBAL “CIDADE SEM MÁSCARAS” INCENTIVA HABITANTES DAS CIDADES  A SE PREOCUPAREM COM A QUALIDADE DO AR

Ficha informativa sobre poluição global, saúde e mudança climática  

Ficha informativa sobre poluição em São Paulo

Equipamento de monitoramento do ar (em inglês): AirBeam air quality monitor (HabitatMap)

Relatório (em inglês): A Breath of Fresh Air (UK Health Alliance on Climate Change)

Relatório (em inglês): Health and climate change: policy responses to protect public health (Lancet Commission)

Relatório (em inglês): Managing climate risks to well-being and economy (Committee on Climate Change UK)

Manifesto de profissionais de saúde contra usinas de carvão (em inglês) : 300,000 health professionals call for transition away from coal (CAPE)