‘Liberte-se dos combustíveis fósseis’ mostra necessidade de abraçar era das energias renováveis

Introdução

De Maringá, no Paraná, ao sertão do Ceará, passando por cidades na Nova Zelândia, no Reino Unido e em muitos outros países, o movimento ‘Liberte-se dos combustíveis fósseis’ mobiliza milhares de pessoas ao redor do mundo. A onda global de ações em massa tem como alvo os projetos mais perigosos de combustíveis fósseis e seu objetivo é manter o carvão, petróleo e gás no subsolo e acelerar a transição justa para 100% de energia renovável. No Brasil, os focos principais do ‘Liberte-se’ são o banimento da exploração do gás de xisto e petróleo pelo método de fracking e o fim das usinas termelétricas fósseis. O ‘Liberte-se’ esteve ontem em Umuarama, no Paraná, e hoje, em Brasília, na Marcha dos Prefeitos, para falar sobre os impactos do fracking aos vereadores, e ainda terá ações em Fortaleza, Brasília e Umuarama nos próximos dias. Com o apoio de milhares de pessoas, de movimentos indígenas, de prefeitos e, inclusive, de atletas, o ‘Liberte-se’ mostra que não há dúvidas de que este é o fim da era dos combustíveis fósseis e de que o Brasil precisa agir para transformar sua economia e alcançar um modelo de baixo carbono. Inclusive, a necessidade do país revisar sua meta apresentada para o acordo do clima se tornou ainda mais urgente com o recém publicado inventário brasileiro de gases de efeito estufa. O novo inventário reajustou as emissões brasileiras do ano de 2005, ano base para o cálculo da meta e que previa 2,1 bilhões de toneladas, para 2,73 bilhões de toneladas. Para fazer sua parte na proteção do clima global, o Brasil terá que abraçar a era das energias renováveis e rever seus compromissos para que estes sejam cada vez mais ambiciosos.

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Pontos-chave

  • Não há lugar para os combustíveis fósseis em um mundo que luta contra as mudanças climáticas. Em Paris, governos se comprometeram em manter o aumento da temperatura global ‘bem abaixo’ dos 2oC e para alcançar este objetivo será necessário manter carvão, petróleo e gás no subsolo. O Brasil possui imenso potencial de energia solar e eólica ainda inexplorado e não precisa investir na tecnologia de fracking e em gás de xisto que contribui para as mudanças climáticas pela queima e vazamento do metano e que ameaça terras indígenas.

  • O Brasil tem a oportunidade de abandonar os combustíveis fósseis e de desfrutar dos benefícios das energias renováveis. Traçar e trilhar o caminho para um futuro de baixo carbono trará ganhos para a saúde pública, para a economia e para a população. Para se ter uma ideia, só a geração solar deve investir R$12,5 bilhões até 2018 no país e gerar até 60 mil empregos.

  • Nunca houve melhor momento para a transição justa rumo a um futuro com energia limpa.  Em um mundo cuja temperatura tem aumentado e batido recordes e no qual há cada vez mais eventos climáticos extremos, não há espaço para os combustíveis fósseis. No mundo, os investimentos em energias renováveis bateram recorde em 2015 e, juntas, as as fontes solar e eólica viram sua capacidade instalada crescer cerca 1.000% no mundo ao longo da última década. A transição energética já está em curso e pode ser acelerada, beneficiando economias e populações.

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