Termelétricas fósseis são retrocesso para a expansão de eletricidade no Brasil

Introdução

O Brasil precisa alinhar suas promessas internacionais com as práticas dentro de casa. Na semana passada, a presidente Dilma participou da assinatura histórica do acordo de clima de Paris e, logo em seguida, a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, afirmou que o governo deve entregar ao Congresso uma mensagem de ratificação do documento para que ele seja convertido em lei doméstica. Se o Brasil parece estar fazendo sua parte para que o acordo de clima entre em vigor, o mesmo não pode ser dito sobre o planejamento da expansão de energia no país. O leilão de energia que acontecerá amanhã – e que prevê projetos que devem ser entregues em 2021 – disponibilizará nove plantas de termelétricas a gás e cinco a carvão. Além disso, a Petrobras cria problemas para seu próprio futuro ao focar seu plano de negócios na exploração de petróleo do pré-sal e ao se desfazer de ativos em energias renováveis e biocombustíveis. O Brasil não precisa expandir a geração de eletricidade futura usando combustíveis fósseis e a solução para o endividamento da Petrobras não pode estar no petróleo. Para limitar o aumento da temperatura global e combater as mudanças climáticas, o governo brasileiro precisa abandonar os combustíveis fósseis de uma vez por todas e começar a planejar e implementar soluções de energia limpa e renovável para que consiga descarbonizar sua economia.

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