Recife de coral recém-descoberto na foz do rio Amazonas é ameaçado pela exploração de petróleo

Introdução

Cientistas descobriram recentemente um grande recife de coral na foz do rio Amazonas, entre a fronteira da Guiana Francesa com o Estado do Amapá e que se estende até o Pará, justamente na região que é considerada a nova frente de exploração de petróleo no Brasil. O recife, que ocupa uma área maior do que a região metropolitana de São Paulo e possui rica biodiversidade – abriga mais de 60 espécies de esponjas e 73 espécies de peixes -,  é ameaçado pela presença de blocos exploratórios de petróleo e gás leiloados nos últimos anos pela Agência Nacional do Petróleo. Cerca de 20 blocos já estão sendo explorados e alguns deles se encontram muito próximos ao recife. De difícil contingência, um acidente na região afetaria a biodiversidade e a vida de comunidades locais. Os impactos desencadeados por um rompimento de um oleoduto na Amazônia peruana são apenas um exemplo dos possíveis efeitos devastadores causados por um vazamento. A exploração de petróleo também é uma ameaça ao recife devido às mudanças climáticas, afinal, a queima de combustíveis fósseis e, consequentemente, o aumento de gases de efeito na atmosfera e da temperatura do planeta colocam os corais em risco. Com todo o potencial de energia solar e eólica disponível no Brasil, o país deveria proteger este e outros biomas, abandonar os combustíveis fósseis de uma vez por todas e traçar um caminho rumo a um futuro descarbonizado.

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