Rumo à Conferência do Clima, América Latina apresenta suas contribuições

Introdução

O prazo oficial para que os países enviem suas contribuições nacionais para a Conferência do Clima (COP21) que acontecerá em dezembro, na França, chegou ao final e até agora apenas 107 países o fizeram. O abandono dos combustíveis fósseis e a proteção das florestas são medidas necessárias para evitar o aumento da temperatura global e deveriam constar nos planos nacionais. Estes devem ser a base do novo acordo sobre o clima a ser assinado em Paris. O Brasil apresentou sua meta neste domingo, durante a Assembleia Geral das Nações Unidas, e se comprometeu com o corte de 43% de suas emissões até 2030 e com a descarbonização de sua economia até 2100. Tida como ambiciosa diante do que foi apresentado por outros países, a proposta brasileira é uma mensagem positiva que encoraja outros países – inclusive emergentes – a serem ambiciosos e melhorarem suas contribuições. Recentemente, mais países latino-americanos apresentaram suas contribuições. É o caso do Peru que indicou seis setores-chave para redução das emissões, apesar de ter vinculado um terço de seu empenho à existência de financiamento internacional. Já o Chile ignorou os benefícios da transição energética para as energias renováveis e apresentou uma meta baseada em intensidade de carbono da economia. Se buscasse alcançar 100% de energias renováveis até 2050, o Chile poderia se beneficiar da economia anual de USD5,3 bilhões ao deixar de importar combustíveis fósseis e criaria 11 mil empregos no setor renovável. A Costa Rica, por sua vez, não estabeleceu condições para sua redução de emissões e se comprometeu com a meta de alcançar 0,27 toneladas de emissões líquidas per capta até o final do século. Com estas contribuições, 14 de 32 países da região – incluindo cinco países do Caribe – apresentaram seus planos nacionais. Este ano a oportunidade de alinhar planos de ação climática com os objetivos de erradicar a pobreza e promover desenvolvimento na região estão mais presentes do que nunca.

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Ações

Pontos-chave

  • Mais de 100 países apresentaram oficialmente suas contribuições para a descarbonização de suas economias. O desenvolvimento de planos de ação nacionais ambiciosos é fundamental para que a meta de manter o aumento da temperatura global abaixo de 2oC seja alcançada. Em dois meses, os negociadores irão analisar os planos e definir os detalhes do acordo que irá traçar o caminho e o ritmo da descarbonização das atividades humanas na Terra. Os países da América Latina têm que fazer parte da transição para um mundo renovável e de baixo carbono. 
  • A transição para as energias renováveis não-convencionais, como solar, eólica e biomassa, beneficiará economias em todo o mundo. Ainda mais com o preço das energias renováveis em queda, o compromisso com as fontes limpas trará benefícios econômicos como a redução dos gastos com combustíveis fósseis, além da criação de empregos verdes, a diminuição da poluição e ganhos para a saúde humana. 
  • A redução das emissões e a adaptação aos impactos das mudanças climáticas são cruciais na América Latina. Os planos nacionais para o clima apresentados pelos países latino-americanos estão de acordo com a necessidade da criação de mecanismos e de ações para aumentar a resiliência de seus territórios. Proteger as florestas e investir em economia de baixo carbono são fundamentais para reforçar os compromissos assumidos internacionalmente.

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